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A DIVINA MISERICÓRDIA
 
 

Biografia de Santa Faustina Kowalska - Devoção à Divina Misericórdia

Imagem de Jesus Misericordioso Festa da Misericórdia - Novena da Divina Misericórdia 

Terço da Divina Misericórdia - Via Sacra com o Beato Miguel Sopocko

 

SANTA FAUSTINA KOWALSKA 
BIOGRAFIA (1905-1938)

 

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                              Glogowiec                                           Irmã Faustina com seus familiares(1935                  Lugar de nascimento de irmã Faustina

 

 

Então, ouvi estas palavras: “Vai imediatamente a Varsóvia (Polônia) e lá entrarás no convento”. Terminada a oração, levantei-me, fui para casa e arrumei as coisas indispensáveis. Da maneira como pude, relatei a minha irmã o que havia acontecido na minha alma. Pedi que se despedisse por mim de meus pais e assim, só com a roupa do corpo, sem mais nada, vim para Varsóvia (Diário, 9).

Em Varsóvia (Polônia), procurou um lugar para si em diversas comunidades religiosas, mas em todas foi recusada. Foi somente no dia 1 de agosto de 1925 que se apresentou à Congregação das Irmãs da Divina Misericórdia, na Rua Zytnia, e ali foi aceita. Antes disso, para atender às condições, teve que trabalhar como empregada doméstica numa família numerosa na região de Varsóvia, para dessa forma conseguir o enxoval pessoal.

Ela descreveu em seu “Diário” os sentimentos que a acompanhavam após ter ingressado 
na vida religiosa:

 

“Sentia-me imensamente feliz, parecia que havia entrado na vida do paraíso. O meu coração só era capaz de uma contínua oração de ação de graças” (Diário, 17).

 

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Parque Veneza, em Lodz − o lugar do baile

Catedral de S. Estanislau Kostka em Lodz, Polônia

 

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Casa geral da Congregação de Nossa Senhora Mãe da Misericórdia 
em Varsóvia, Polônia, Rua Zytnia 3/9, na qual ingressou irmã Faustina.

 

A Irmã Faustina Kowalska, apóstola da Misericórdia de Deus conhecida em todo o mundo, é considerada pelos teólogos como uma pessoa que faz parte de um grupo de notáveis místicos da Igreja. Nasceu no dia 25 de agosto de 1905, como a terceira dos dez filhos numa pobre mas piedosa família de aldeões, em Glogowiec (Polônia). No batismo, que se realizou na igreja paroquial de Swinice Warskie, recebeu o nome de Helena. Desde a infância distinguiu-se pela piedade, pelo amor à oração, pela diligência e obediência, e ainda por uma grande sensibilidade à miséria humana. Apesar de ter frequentado a escola por menos de três anos, no ”Diário” por ela deixado, numa linguagem extremamente transparente, descreveu exatamente o que queria dizer, sem ambiguidades, com muita simplicidade e precisão. 

Nesse ”Diário”, escreve ela a respeito das vivências da sua infância:

“... eu senti a graça à vida religiosa desde os sete anos. Aos sete anos de vida ouvi pela primeira vez a voz de Deus em minha alma, ou seja, o convite à vida religiosa, mas nem sempre fui obediente à voz da graça. Não me encontrei com ninguém que me pudesse esclarecer essas coisas”. 

Aos dezesseis anos de idade, deixou a casa paterna para ir trabalhar como empregada doméstica em Aleksandrów, perto de Lodz, a fim de angariar meios para a subsistência própria e ajudar os pais. Nesse tempo o desejo de ingressar na vida religiosa aos poucos ia amadurecendo nela. Visto que seus pais não concordavam com tal decisão, Heleninha procurou sufocar em si o chamado divino.

Anos depois, escreveria em seu “Diário”: 

“Numa ocasião, eu estava com uma de minhas irmãs num baile. Enquanto todos se divertiam a valer, a minha alma sentia tormentos interiores. No momento em que comecei a dançar, de repente vi Jesus a meu lado, Jesus sofredor, despojado de Suas vestes, todo coberto de chagas e que me disse estas palavras: “Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu me decepcionarás?” Nesse momento parou a música animada, não vi mais as pessoas que comigo estavam, somente Jesus e eu ali permanecíamos. Sentei-me ao lado de minha irmã, disfarçando com uma dor de cabeça o que se passava comigo. Em seguida, afastei-me discretamente dos que me acompanhavam e fui à catedral de S. Estanislau Kostka. Já começava a anoitecer e havia poucas pessoas na catedral. Sem prestar atenção a nada do que ocorria à minha volta, caí de bruços diante do Santíssimo Sacramento e pedi ao Senhor que me desse a conhecer o que devia fazer a seguir. Na congregação recebeu o nome de irmã Maria Faustina. Realizou o noviciado em Cracóvia 
e foi ali que, na presença do bispo Estanislau Rospond, professou tanto os primeiros votos religiosos como, passados cinco anos, os votos perpétuos de castidade, pobreza e obediência. Trabalhou em diversas casas da Congregação, porém permaneceu mais tempo em Cracóvia (Polônia), Vilna (Lituânia) e Plock (Polônia), exercendo as funções de cozinheira, jardineira e porteira. Exteriormente nada deixava transparecer a sua profunda vida mística. Ela cumpria assiduamente as suas funções, guardando com zelo a regra religiosa. Era recolhida e silenciosa, embora ao mesmo tempo fosse desembaraçada, serena, cheia de amor benevolente e desinteressado para com o próximo. O severo estilo de vida e os extenuantes jejuns que ela se impunha antes ainda de ingressar na Congregação enfraqueceram tão severamente seu organismo que já no postulado teve de ser encaminhada para tratamento de saúde.

Após o primeiro ano do noviciado vieram as experiências místicas extremamente dolorosas – da chamada noite escura, e depois os sofrimentos espirituais e morais relacionados com o cumprimento da missão que havia recebido de Jesus Cristo. Irmã Faustina ofereceu a sua vida a Deus em sacrifício pelos pecadores, a fim de salvar as suas almas, e por essa razão foi submetida a numerosos sofrimentos.

 

Nos últimos anos de vida intensificaram-se as enfermidades do organismo: desenvolveu-se a tuberculose, que atacou os pulmões e o trato alimentar. Por essa razão, por duas vezes, durante alguns meses, permaneceu em tratamento no hospital.Completamente esgotada fisicamente, mas em plena maturidade espiritual e misticamente 
unida a Deus, faleceu no dia 5 de outubro de 1938 com fama de santidade, tendo apenas 33 anos de idade, dos quais 13 anos de vida religiosa. (Notas do “Diário” de santa irmã Faustina)

 

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VATICANO, Praça de S. Pedro, 30 de abril de 2000. O Papa João Paulo II proclama a Irmã Faustina Kowalska santa. REUTERS, Photographer VINCENZO PINTO

 

 

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Casa da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, Plock, Praça Stary Rynek 14/18, 
na qual Jesus Cristo apareceu à irmã Faustina e lhe recomendou a pintura da imagem de Jesus Misericordioso 
e expressou o desejo de que fosse instituída a Festa da Misericórdia.

 

 

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Casa da Congregação de Nossa Senhora da Misericórdia, onde nos anos 1933-1936 residiu a irmã Faustina 
e onde Jesus Cristo lhe ditou o terço da Divina Misericórdia. Vilna (Lituânia), Rua Grybo, 29

 

 

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Convento da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora Mãe da Misericórdia 
em Cracóvia – Lagiewniki, Rua Irmã Faustina 3, na Polônia 
– onde se encontra ao sarcófago com os restos mortais de irmã Faustina. 
Aqui Nosso Senhor expressou o desejo de que fosse cultuada a hora da Sua morte − a Hora da Misericórdia.

 

 

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Trecho do manuscrito do Diário de santa Irmã Faustina.
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Em consequência de empenhos das autoridades locais, no dia 10 de dezembro de 2005, por um decreto da Santa Sé, a santa irmã Faustina foi proclamada padroeira da cidade de Lodz (Polônia).

 

http://www.jesus-misericordioso.com/bio10.jpgMonumento à santa irmã Faustina na Praça da Independência, em Lodz.

 

Fonte:

http://www.jesus-misericordioso.com/santa-irma-faustina-biografia.htm

 

 

 Devoção à Divina Misericórdia

 

No seu significado original “devoção” quer dizer “dedicação”. No culto à Misericórdia a palavra assume preferencialmente este sentido. Se se tratasse apenas de “práticas devocionais”, arriscaríamos a nos assemelhar à figueira do Evangelho (Mc 11,21), luxuriante de folhas e sem frutos. Não é, porém, uma das tantas “devoções”: é antes de tudo aquela total dedicação que representa a síntese moral e ascética de todo Cristianismo, a qual fomos “consagrados” no dia do batismo. Uma devoção particular, neste sentido, servirá para despertar em cada um de nós a consciência da devoção a Deus e ao próximo. Essas observações são feitas antes de penetrarmos no conhecimento da mensagem confiada pela Misericórdia de Deus a Santa Faustina. As suas “visões”, as suas “revelações” são sempre privadas, mas o conteúdo delas nos coloca defronte à mensagem cristã, de tal modo que somos obrigados a cada passo a nos confrontar com a mesma.

   

 

Imagem de Jesus Misericordioso

Primeira Imagem

A obra do Senhor é perfeita, ensina a Escritura (Dt 32,4). É o que atestamos ao longo de toda a história da salvação – criação, revelação, encarnação, salvação etc. Isto também se manifesta naquilo que o próprio Jesus se dignou confiar à Santa Faustina Kowalska (+1938). Os 5 elementos distintivos da espiritualidade da Divina Misericórdia – que emergem a partir de sua história de fé – tocam de algum modo as mais diversas dimensões da vida humana e conseqüentemente também da nossa fé católica: liturgia (Festa) e piedade(Terço), tempo (Novena, Hora) e espaço(Imagem).

A veneração de um quadro representando Nosso Senhor com os traços da visão com que Faustina foi agraciada aos 22/02/1931 em Plock, na Polônia, é vontade expressa do Senhor, inaugurando a série de 83 revelações especiais a respeito da divina misericórdia, segundo a classificação do estudioso Pe. IgnacyRózycki em 1980 (Il Culto della Divina Misericordia, LibreriaEditrice Vaticana, 2002, p. 127):

“Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós. Desejo que esta Imagem seja venerada, primeiramente, na vossa capela e, depois, no mundo inteiro” (D 47).

Sem sombra de dúvidas, este pedido de Jesus marcou de maneira indelével a vida espiritual da religiosa polonesa. São inúmeras e significativas as referências que encontramos em seu Diáriosobre a imagem de Jesus Misericordioso, como passaria a ser chamada pela própria santa (cf. D 711; 853). Já no 1º número deste Diário, S. Faustina não esconde sua imensa alegria por este dom concedido não apenas a ela, mas a toda a humanidade:

“Amor Eterno, mandais pintar a Vossa santa Imagem
E nos desvendais a fonte da misericórdia inconcebível!
Abençoais quem se aproxima de Vossos raios,
E a alma negra se tornará branca como a neve.

Ó doce Jesus, aqui fundastes o trono da Vossa misericórdia
Para alegrar e ajudar o homem pecador:
Do coração aberto, como de uma fonte límpida,
Flui o consolo para a alma e o coração contrito.

Que a honra e o louvor para esta Imagem
Nunca deixem de fluir da alma do homem!
Que de cada coração flua honra para a misericórdia de Deus
Agora, e em cada hora, e por todos os séculos!”

Naturalmente entre todas as cinco formas específicas de culto à divina misericórdia ensinadas por S. Faustina existe um laço bastante íntimo, considerando que provêm da mesma fonte inspiradora (revelações privadas de Nosso Senhor) e servem para alimentar a confiança na insondável misericórdia divina e Lhe impetrar auxílios sobretudo para os pecadores e sofredores. É de se notar, porém, que a Festa e a Imagem são particularmente enfatizadas e associadas: “Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja benzida solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia” (D 49). A relação entre a Imagem e a Festa é bem sublinhada ao longo do Diário (cf. também D 88; 341). No n. 742 se lê: “…estou exigindo o culto à Minha misericórdia pela solene celebração desta Festa e pela veneração da Imagem que foi pintada”.

Não foi fácil cumprir a vontade de Jesus. Um dos confessores de Plock (cujo identidade nos é desconhecida) interpretou, de modo precipitado e errôneo, o fato: “Isso diz respeito à tua alma”; “Pinta a imagem de Deus na tua alma” (D 49). Por sua vez, algumas de suas coirmãs de comunidade a acusavam de “visionária” (D 125; cf. 152). Em sua humildade, S. Faustina pensou em deixar tudo de lado. Mas Jesus não deixou de insistir, por vezes de um modo taxativo:

Fica sabendo que, se descuidares a pintura da Imagem e toda a Obra da Misericórdia, terás que responder por um grande número de almas no dia do Juízo” (D 154); “Desejo que a Imagem seja venerada publicamente” (D 414).

Aos poucos as dificuldades vão sendo superadas. A “força” da graça divina (D 74) não deixa de impelir Faustina a fim de que seja pintada a imagem. O tempo é o melhor aliado para se discernir a autenticidade de uma inspiração ou moção (serão necessários 6 anos de espera – 1931 a 1937 – até que a Igreja aceite oficialmente a imagem!). O próprio Senhor vai confirmando a sua vontade através de dezenas de sinais concedidos à Santa Faustina (cf. D 87; 177; 316; 336; 344; 414; 420; 437; 441; 473; 500; 560s; 613; 645; 648; 657; 851; 853; 916s; 1046s; 1300; 1565; 1689), às suas Superioras (D 51), particularmente através da Madre IrenaKrzyzanowska (D 1301), bem como aos seus confessores, Frei Andrasz e Padre Sopocko, que estão mais em sintonia com a vontade divina:

“Certa vez, cansada dessas diversas dificuldades que tinha por causa de Jesus falar-me e exigir a pintura da Imagem, decidi firmemente, antes dos votos perpétuos, pedir a Frei Andrasz que me dispensasse daquelas inspirações interiores e da obrigação de pintar a Imagem. Depois de me ouvir em confissão, Frei Andrasz deu-me esta resposta: ‘Não dispenso a Irmã de nada e a Irmã não pode esquivar-se dessas inspirações interiores, mas a Irmã deve, necessariamente, relatar tudo ao confessor, sem falta, porque de outra forma a Irmã incorrerá em erro apesar dessas grandes graças de Deus. Neste momento, a Irmã está se confessando comigo, mas saiba que devia ter um confessor permanente, isto é, um diretor espiritual.’” (D 52; cf. 53; 421); “Diz ao teu confessor que aquela Imagem deve ser exposta na igreja, e não dentro da clausura desse Convento. Por meio dessa Imagemconcederei muitas graças às almas; que toda alma tenha, por isso, acesso a ela” (D 570).

Santa Faustina se esforçou por cumprir essa recomendação, mas, não conhecendo a técnica da pintura, não tinha condições de realizá-la sozinha. No entanto, não abandonou a idéia de pintar a imagem. Passo a passo o Senhor foi colocando em sua estrada pessoas que lhe podiam auxiliar nesta tarefa – e ao mesmo tempo cobrando delas o empenho! (D 354). Quando, em 1933, Santa Faustina veio para Vilna, o seu confessor principal, o Bem-aventurado Padre Prof. Miguel Sopocko, dirigiu-se ao artista e pintor EugeniuszKazimierowski com a proposta de pintar a Imagem de acordo com as indicações de Santa Faustina. A Santa e o pintor se encontram pela 1ª vez a 2/01/1934. Anos depois ela registraria a respeito deste momento:

“Este dia é para mim especialmente grande; neste dia fui pela primeira vez tratar da pintura da Imagem. Nesse dia, a Misericórdia Divina recebeu, pela primeira vez, honras especiais exteriormente, embora seja conhecida há muito tempo, mas agora da forma como o Senhor o desejava. Esse dia do dulcíssimo Nome de Jesus lembra-me muitas graças especiais” (D 863).

Este delicado trabalho artístico foi concluído em junho de 1934 e deixado no corredor do convento das Irmãs Beneditinas junto à igreja de São Miguel em Vilna, onde o Padre Sopocko era então reitor. A Irmã Faustina chora por achar que Jesus Cristo não estava tão belo como ela O tinha visto em sua visão (cf. D 313). Uma moradora de Vilna, a Srta. Balzukiewiez, quis fazer uma cópia desta pintura para os Padres Redentoristas, a qual esteve depois em Cracóvia; S. Faustina parece aprovar a iniciativa e o resultado (D 1299).

Durante as solenidades do encerramento do Ano Jubilar da Redenção do Mundo, em 1935, aimagem de Jesus Misericordioso foi transferida para Ostra Brama (Porta Oriental de Vilna) e colocada numa janela do pórtico, de forma que podia ser vista de longe, e aí permaneceu de 26 a 28 de abril de 1935. Essa solenidade coincidiu com o primeiro domingo depois da Páscoa, que, segundo a vontade de Jesus, deveria ser a Festa da Divina Misericórdia. Naquela mesma ocasião o Padre Sopocko fez uma homilia sobre o mistério da misericórdia divina. Anota Faustina: “Por admirável desígnio tudo aconteceu como o Senhor havia exigido: a primeira honra que a Imagem recebeu das multidões — foi no primeiro Domingo depois da Páscoa. Durante três dias, ela ficou exposta publicamente e recebeu a honra dos fiéis, pois estava colocada em Ostra Brama, na parte alta da janela e, por isso, podia ser vista de muito longe” (D 89; cf. 416s; 441). No dia 4 de abril de 1937, com a autorização do Arcebispo RomualdJalbrzykowski, a imagem foi benzida e colocada na igreja de São Miguel em Vilna. Naquele mesmo dia era publicado um artigo do Pe. Sopocko sobre a misericórdia divina na revista de Wilno intitulada “Semanário Católico, Nosso Amigo”; sobre isto escreveu S. Faustina, divulgando a imagem:

“Hoje, a Madre Superiora deu-me para ler um artigo sobre a Misericórdia Divina, e havia também uma reprodução da Imagem que foi pintada. Esse artigo está inserido no “Semanário de Vilna”, e nos foi enviado a Cracóvia pelo Padre MichalSopocko, esse zeloso apóstolo da Misericórdia Divina. Nesse artigo, estão contidas as palavras que Nosso Senhor me disse, algumas expressões transcritas ao pé da letra” (D 1081). Mais detalhes sobre a história da imagem, ver: Santa Maria Faustina Kowalska, Diário, Congr. dos Padres Marianos, nota 1, pp. 463s, e também o site: http://jesus-misericordioso.com/zgromadzenie_ptbra.htm

Qual o significado da imagem? Em 1934, numa das revelações em Vilna, o próprio Senhor explica-lhe alguns detalhes: “Os dois raios representam o Sangue e a Água: o raio pálido significa a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas. Ambos os raios jorraram das entranhas da Minha misericórdia, quando na Cruz, o Meu Coração agonizante foi aberto pela lança” (D 299a). Mais adiante, chama-nos a atenção para um detalhe muito significativo: “O Meu olhar, nesta Imagem, é o mesmo que eu tinha na cruz” (D 326). Fica bem patente, portanto, que nesta representação artística encontramos de um modo emblemático o Cristo Pascal, o Crucificado-Ressuscitado – ou seja, Jesus que traz tanto os sinais do sofrimento como os sinais da glorificação. Com sua Páscoa inaugura-se um novo tempo para a humanidade, no qual mais e mais os seus “inimigos” são vencidos – o demônio, o pecado, a morte. Ele continua a sua missão terrena, e por isso a imagem o representa caminhando (vindo ao nosso encontro) como “amigo” a nos abençoar (mão direita) e a nos apresentar o “trono da graça” (mão esquerda). A cor branca da veste de Cristo simboliza a pureza e a glória celestes, cujos seres – tanto no Antigo como no Novo Testamento – aparecem sempre envoltos em brilho e brancura (cf. Lc 24,4; At 10,30); na transfiguração foi assim que Jesus se manifestou aos Apóstolos escolhidos (Mc 9,3; cf. Ap 1,13s) – e é assim que Ele quer que todos os batizados estejam por ocasião de sua vinda (Ap 3,4s; 7,9-14; 19,1-14). Por sua vez, a inscrição: “Jesus, eu confio em Vós” faz parte da imagem, o que Jesus recorda expressamente à Santa Faustina (D 327). A liturgia do 2º domingo da Páscoa (Domingo da Divina Misericórdia) nos apresenta o relato de Jo 20,19-31, no qual o Senhor Ressuscitado apresenta aos Apóstolos “as mãos e o lado” (vv. 20.27), convidando a Tomé – e a todos – à confiança: “não sejas incrédulo, mas crê!” (v. 27). Sem sombra de dúvida, a imagem de Jesus Misericordioso é uma das mais belas representações da arte cristã do Senhor Ressuscitado, que, apesar das portas fechadas, se apresenta no meio dos seus – ontem, hoje e sempre! – e diz: “Vede minhas mãos e meus pés: sou eu!” (Lc 24,39). Do ponto de vista teológico, não apenas a cruz revela a glória da misericórdia divina, mas também o sepulcro vazio: “Jesus ressuscitado afirma a resposta misericordiosa de Deus [Pai] ao este [seu] amor de auto-doação” (Comissão Teológica Internacional, Teologia da Redenção, p. II, n. 13; cf. 1Pd 1,3). Particularmente os sinais da paixão que o Ressuscitado apresenta – nos Evangelhos e na imagem divulgada a partir de S. Faustina – são uma das mais maravilhosas marcas da insondável misericórdia divina em nosso favor, como assevera São Beda o Venerável: “…para fazer os fiéis redimidos compreender com quanta misericórdia foram socorridos” (in Sto. Tomás, Suma Teológica).

No Diário descobrimos algumas promessasque o Senhor explicitamente associa à veneração de sua imagem que poderíamos também designar como ícone da divina misericórdia, as quais podem ser assim agrupadas:

1ª) O Senhor quer manifestar a sua glória e a sua graça através deste símbolo religioso: “Darei a conhecer aos Superiores, por meio das graças que concederei através dessa Imagem” (D 51);“Ofereço aos homens um vaso, com o qual devem vir buscar graças na fonte da misericórdia. O vaso é a Imagem com a inscrição: ‘Jesus, eu confio em Vós.’” (D 327); “Por meio dessa Imagemconcederei muitas graças às almas; que toda alma tenha, por isso, acesso a ela”(D 570; cf. 742). Por isso S. Faustina pôde escrever: “Hoje vi a glória de Deus que desce da Imagem” (D 1789).

2ª) Por ela o Senhor quer atrair ao seu convívio quem está dEle afastado ou está com a fé esmorecida: “Já há muitas almas atraídas ao Meu amor através da Imagem” (D 1379).

3ª) O Senhor deseja nos fazer participar de sua vitória sobre o mal, especialmente na decisiva hora da morte: “Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na Terra, a vitória sobre os inimigos e, especialmente, na hora da morte” (D 48).

4ª) A imagem se torna uma espécie de “escudo” contra a justa ira de Deus em virtude dos pecados que cometemos, estimulando-nos assim a uma constante conversão: “Estes raios defendem as almas da ira do Meu Pai. Feliz aquele que viver à sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus” (D 299).

Aprovada pela Igreja e abençoada pelo presbítero, a imagem se torna para a comunidade e cada fiel um sacramental, ou seja, um sinal sagrado por meio do qual a Igreja pede a Deus os Seus benefícios, sobretudo espirituais; ao mesmo tempo, o sacramental não está encerrado em si mesmo, mas quer auxiliar as pessoas “a receber o efeito principal dos sacramentos” (SC 60;Catecismo, 1667); deste modo, como não contemplar na imagem de Jesus Misericordioso um convite a viver radicalmente o nosso Batismo e Crisma (manter a nossa “veste” sempre íntegra e alva!)cada qual segundo o seu próprio estado de vida, aproximando-se com freqüência daEucaristia e da Confissão (também simbolizados pelo sangue e água, segundo os Santos Padres), bem como da sagrada Unção? É bom lembrar também que pelos sacramentais o Senhor deseja santificar “as diversas circunstâncias da vida” (idem). Como não se admirar com o fato de que uma imagem – que inicialmente povoava apenas a mente de uma religiosa de clausura – se tornou hoje difusa por todos os cantos do planeta, se tornando companheira de homens e mulheres nos mais diversos ambientes – residências, comércios, veículos etc., até mesmo escritórios políticos e empresariais?! Considerando as imagens sob uma ótica teológica, podemos descobrir alguns tipos básicos das mesmas: imagem de culto (com referência direta ao mistério pascal), imagem histórico-descritiva imagem de devoção (Plazaola, Juan, El arte sacro actual, Madrid, Católica, 1965, pp. 377ss). É curioso notar que a imagem de Jesus Misericordioso foi pouco a pouco adquirindo o valor de uma imagem de culto, deixando de ser um elemento puramente devocional ou ilustrativo já nos primeiros anos após a morte de Santa Faustina. Sem negar a sua importância, o próprio Jesus deixa bem claro o valor instrumental da imagem: “O valor da Imagem não está na beleza da tinta nem na habilidade do pintor, mas na Minha graça” (D 313). Assim sendo, não incorremos no risco de idolatrar um objeto material, agindo de uma maneira supersticiosa ou mágica (i.e., atribuir um poder que não existe a uma determinada coisa ou prática).

Neste contexto se insere um outro ensinamento assaz precioso do Diário, tendo em vista uma sadia estética teológico-espiritualSomos convidados a venerar a imagem artística do Senhor, mas sobretudoa cuidar das imagens vivas do Senhor que somos nós! Com efeito, todo o universo é de algum modo um reflexo (“fraca imagem”) do Criador (D 1691), mas nada se compara ao homem e à mulher: “Amo a todos os homens, porque vejo neles, a Imagem Divina” (D 373; cf. 550). Por isso não apenas as obras de arte hão de servir para tornar visível a misericórdia divina, mas cada ser humano que acolhe e vive a sua mensagem. Certa vez S. Faustina estabeleceu como um dos seus propósitos o seguinte: “Em cada Irmã ver a imagem de Deus, de onde deve decorrer todo o amor ao próximo” (D 861,II; cf. 1522). De um modo especial se destacam aqueles e aquelas que veneram e glorificam a divina misericórdia: “Elas são a imagem viva do Meu Coração compassivo” (D 1225). Além disso, Jesus se revela através de nós quando praticamos a misericórdia: “…deves ser a Minha imagem viva pelo amor e pela caridade” (D 1446; cf. 1447). É com este espírito que S. Faustina pede: “Meu Jesus, penetrai-me toda, a fim de que possa ser Vossa imagem durante toda a minha vida” (D 1242); “…que se reflita em meu coração a Vossa Imagem divina, na medida, em que ela pode refletir-se numa criatura” (D 1336).

Não deixe de adquirir o seu quadro ou estampa de Jesus Misericordioso, e trazê-lo consigo em sua carteira, sua Bíblia e assim por diante! Que nós possamos sempre orar ao Senhor como S. Faustina: “Ó Coração Santíssimo, fonte de misericórdia, do qual brotam raios de graças incompreensíveis para todo o gênero humano, suplico-Vos luz para os pobres pecadores” (D 72).

Festa da Misericórdia

Um dos elementos mais importantes da devoção à Divina Misericórdia presentes nas revelações de Nosso Senhor à Santa Faustina é a Festa da Misericórdia. No Diário o tema recorrem em 37 números, em 16 dos quais nos deparamos com uma manifestação extraordinária de Jesus a seu respeito. Com efeito, aos 22/02/1931, uma das primeiras revelações de Jesus à Santa Faustina diz respeito à Festa da Misericórdia, que deveria ser celebrada no 2º domingo da Páscoa:

Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja benzida solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia” (Diário, 49; cf. 88; 280; 299b; 458; 742; 1048; 1517).

A Festa é uma obra divina, mas Ele quer que Santa Faustina se empenhe tanto em sua implantação (D. 74; 341; 463; 1581; 1680), como em seu incremento: “Na Minha festa, na Festa da Misericórdia, percorrerás o mundo inteiro e trarás as almas que desfalecem à fonte da Minha misericórdia. Eu as curarei e fortalecerei” (D. 206); “Pede ao Meu servo fiel que, nesse dia, fale ao mundo inteiro desta Minha grande misericórdia, que aquele que, nesse dia, se aproximar da Fonte da Vida, alcançará perdão total das culpas e penas” (D. 300a; cf. 1072). Santa Faustina abraça com toda a alma esta causa, pelo que exclama e reza: “Oh! como desejo ardentemente que a Festa da Misericórdia seja conhecida pelas almas!” (D. 505); “Apressai, Senhor, a Festa da Misericórdia, para que as almas conheçam a fonte da Vossa bondade” (D. 1003; cf. 1041). Jesus leva a sério a dedicação de Santa Faustina nesta missão: “Pelos teus ardentes desejos, estou apressando a Festa da Misericórdia…” (D. 1082; cf. 1530), e por isso o demônio procura atrapalhar o seu caminho (D. 1496).

Em 1935, no domingo de encerramento do Jubileu da Redenção, Santa Faustina participa da Eucaristia como se estivesse celebrando a Festa da Misericórdia; Jesus então se lhe manifesta como está na imagem e lhe diz: “Essa Festa saiu do mais íntimo da Minha misericórdia e está aprovada nas profundezas da Minha compaixão. Toda alma que crê e confia na Minha misericórdia irá alcançá-la” (D. 420; cf. 1042; 1073). Sabe, contudo, que talvez não participe em vida da sua celebração, mas nem por isso se desanima: “Eu sou apenas Seu instrumento. Oh! quão ardentemente desejo ver essa Festa da Misericórdia Divina que Deus está exigindo através de mim, mas se for a vontade de Deus e se ela tiver que ser comemorada solenemente apenas depois da minha morte, eu já agora me alegro com ela e já a comemoro interiormente com a permissão do confessor” (D. 711). Chega a tomar conhecimento – por iluminação divina – das disputas que se dão no Vaticano por causa desta Festa (D. 1110; cf. 1463) e dos avanços positivos a seu respeito através do Beato Pe. Sopocko (D. 1254). A Festa propriamente dita seria celebrada no Santuário de Cracóvia-Lagiewniki seis anos após a morte de Santa Faustina (1944).

Fica patente no Diário que existe uma relação muito estreita entre Festa da Misericórdia e veneração do quadro, proclamação da divina misericórdia, confiança nesta divina misericórdia, participação nos sacramentos (Eucaristia e Confissão) e remissão dos pecados (culpas e penas):

A tua tarefa e obrigação é pedir aqui na Terra a misericórdia para o mundo inteiro. Nenhuma alma terá justificação, enquanto não se dirigir, com confiança, à Minha misericórdia. E é por isso que o primeiro domingo depois da Páscoa deve ser a Festa da Misericórdia. Nesse dia, os sacerdotes devem falar às almas desta Minha grande e insondável misericórdia. Faço-te dispensadora da Minha misericórdia. Diz ao teu confessor que aquela Imagem deve ser exposta na igreja, e não dentro da clausura desse Convento. Por meio dessa Imagem concederei muitas graças às almas; que toda alma tenha, por isso, acesso a ela” (D. 570); “Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate. A Minha misericórdia é tão grande que, por toda a eternidade, nenhuma mente, nem humana, nem angélica a aprofundará. Tudo o que existe saiu das entranhas da Minha misericórdia. Toda alma contemplará em relação a Mim, por toda a eternidade, todo o Meu amor e a Minha misericórdia. A Festa da Misericórdia saiu das Minhas entranhas. Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa” (D. 699); “Desejo conceder indulgência plenária às almas que se confessarem e receberem a Santa Comunhão na Festa da Minha misericórdia” (D. 1109).

Em 1936 o Senhor lhe pede que esta Festa seja preparada espiritualmente: “O Senhor me disse para rezar o Terço da Misericórdia por nove dias antes da Festa da Misericórdia. Devo começar na Sexta-feira Santa. Através desta novena concederei às almas toda espécie de graças” (D. 796; cf. 1059; 1209). A relevância desta Festa se pode depreender também da seguinte exortação e promessa: “As almas se perdem, apesar da Minha amarga Paixão. Estou lhes dando a última tábua de salvação, isto é, a Festa da Minha Misericórdia. Se não venerarem a Minha misericórdia, perecerão por toda a eternidade” (D. 965; cf. 998).

Não fechemos o nosso coração: ouçamos a voz do Senhor! Caro devoto e apóstolo, não deixe de participar da grande Festa da Divina Misericórdia em nosso Santuário ou onde lhe for mais conveniente! Prepare-se com uma boa confissão, traga o seu quadro e convide os seus parentes e amigos! Eis o tempo da graça, eis o dia da salvação!

Novena da Divina Misericórdia

Uma preparação espiritual para a Festa da Misericórdia

Um dos elementos mais presentes na religiosidade ou devoção popular são as novenas preparatórias para as festas dos padroeiros locais. Novena de São Francisco, Novena de Santa Terezinha etc. – são expressões de fé e piedade por vezes, talvez, improvisadas ou confusas, mas não desprovidas de significado e relevância para a comunidade local e para o devoto em particular. A piedade popular se manifesta de variadas formas nas diversas partes do mundo (p. ex., a novena do rei S. Luís IX na França), e por isso desde 1963 a Igreja tem procurado valorizá-la e orientá-la com mais clareza (cf. Concílio Vaticano II, SC 9 e 13; Paulo VI, Evangelii nuntiandi, 48; Catecismo da Igreja Católica, 1178; 1674ss). Na América Latina, recentemente o Documento de Aparecida (2007) sublinhou que tais práticas – “festas patronais”, “novenas” etc. – refletem “uma sede de Deus” e por isso constituem um “precioso tesouro” (nn. 258-259) a ser salvaguardado e purificado. Dentre as diversas novenas existentes, a novena de Pentecostes, da Imaculada Conceição e do Natal do Senhor gozam de oficial beneplácito eclesial (cf. Manual de Indulgências, 1986, Concessões, n. 34), o que demonstra que formas de piedade particular podem adquirir paulatinamente um caráter universal, sinal do Espírito que move a Igreja.

A Igreja tem procurado contemplar a piedade popular de uma maneira justa. Em 2001 o Vaticano, através da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, publicou o “Diretório sobre piedade popular e liturgia. Princípios e orientações”, importantíssimo documento sobre o assunto, no qual a Igreja examina mais detidamente a relação entre a Liturgia oficial e a religiosidade popular. Recorda (nn. 29s) que a piedade popular floresceu na Idade Média (entre os séculos VII e XV), já que os fiéis não conseguiam vivenciar de modo frutuoso as celebrações litúrgicas. Algumas de suas expressões surgidas naquela época chegaram até os nossos dias, dentre as quais as novenas (n. 32), o que é uma indicação da sua validade. Apesar de desvios que possam ocorrer aqui e acolá, liturgia e piedade popular “são duas expressões legítimas do culto cristão” que devem estar “em mútuo e fecundo contato” (n. 58), lembrados de que no âmbito da fé hão de se conjugar o privado com o comunitário, o local com o universal, o espontâneo com o oficial. Mesmo com a reforma litúrgica promovida pelo Concílio de Trento (séc. XVI), será justamente após ele que as formas devocionais hão de se desenvolver de um modo mais forte, demonstrando que não se pode aprisionar o Espírito (cf. Grolla, Valentino, L’agire della Chiesa. Teologia pastorale, Ed. Messaggero, Padova, 20033, p. 349).

Aquele que é “três vezes Santo” quis ocultar-se “por nove meses no Coração da Virgem” (Santa Faustina, Diário, n. 161), tempo da gestação humana, necessário para que venha à luz um novo ser. O número “nove” não é muito explorado pela Sagrada Escritura, mas pode ser relacionado com uma nova vida que está chegando; haja visto que o número dez é tido como perfeito (p. ex., Êx 34,28; Ap 17,12), e portanto o nove aponta para uma plenitude que está próxima. – Um outro modo de considerar a questão destaca que “a novena não é outra coisa que um tríduo triplicado, isto é potenciado, levado por conseguinte a uma eficácia muito maior, e reservado portanto aos casos mais solenes” (Enciclopedia cattolica, Cittàdel Vaticano, 1954, “Triduo”, p. 518). O número três é particularmente simbólico; Deus se revelou um só em 3 Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo; quando se quer reforçar ou dar ênfase a uma expressão, repete-se a mesma por 3 vezes. Assim, afirmar que Deus é Santo, diz-se três vezes: “Deus é Santo, Santo, Santo” (Is 6,3; Ap 4,8). Deus abençoa três vezes (Nm 6,24-26). Três são os mensageiros que anunciam o nascimento de Isaac (Gn 18,1ss). É ele próprio, então, o número da plenitude (Ap 21,13) e da santidade (Ap 4,8).

Na Sagrada Escritura se costuma sublinhar o período de três dias como tempo de preparação para algum importante acontecimento ou intervenção divina (cf. Tb 3,10; Jt 12,6; Est 4,16; 2Mc 13,12; Jo 2,1.19-21; At 9,9; etc.). S. Agostinho registra que em Roma havia muitos cristãos que praticavam a devoção do “tríduo contínuo” (continuum tríduum) de oração e sacrifício (De mor. eccl. cath. I,33). Por sua vez, a celebração cristã da novena é prefigurada pelos nove dias em que os Apóstolos (Pedro, Tiago e João mais outros nove!) e os primeiros discípulos/as deviam aguardar, em Jerusalém, pela mais plena manifestação do Espírito Santo, seguindo a vontade expressa de Jesus após a sua Ressurreição (cf. At 1,3s.; 2,1); S. Lucas registra que nestes dias estavam em profunda comunhão com Deus e com o próximo: “Todos estes, unânimes, perseveravam na oração” (At 1,14). Interessante notar ainda que estes nove dias preparavam a Igreja para a sua manifestação ao mundo, para o seu “parto”, após três anos de intensa preparação durante a vida pública de Jesus. Através das novenas procuramos corresponder ao apelo e testemunho do Senhor, às portas da sua paixão e morte: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação… E, afastando-se de novo, orava dizendo a mesma coisa” (Mc 14,38s), lembrados ainda do seu ensinamento sobre a insistência e a perseverança na oração, suplicando aquilo que é necessário ou conveniente para a nossa salvação e a alheia (cf. Lc 11,5-13; 18,1-8).

Uma das maiores místicas da espiritualidade cristã soube integrar muito bem liturgia e piedade. Santa Faustina Kowalska alimentava a sua fé, esperança e caridade, sobretudo, a partir dos sacramentos (Eucaristia e Confissão; ano litúrgico) e da oração comunitária e pessoal (meditação, contemplação), e ao redor deste eixo inseria as práticas devocionais (oração vocal). Em seu Diário encontramos o testemunho de que ela várias vezes realizou novenas (ao Sagrado Coração de Jesus, ao Espírito Santo, a N. Senhora, aos santos) através da recepção da Comunhão, Adoração ao Ssmo., orações específicas (Via-Sacra, oração à misericórdia divina [n. 187], mil Ave-Marias, ladainhas etc.) e/ou mortificações, tendo em vista objetivos diversos: por si mesma, pela obra da divina misericórdia, pelo Papa, pelo confessor, pelo clero, pelo mundo e pela pátria (cf. nn. 150; 269; 325; 529; 647; 665; 922; 940; 1041s; 1090; 1206; 1251; 1257; 1290; 1413; 1752). Algumas vezes foi o próprio Jesus quem diretamente lhas recomendou: “Vai falar com a Superiora e pede que te permita fazer diariamente uma hora de adoração, durante nove dias… Reza de coração em união com Maria e, também, procura durante esse tempo fazer a Via-sacra” (n. 32s); “Faz uma novena pela Pátria” (n. 59s); “Faz uma novena na intenção do Santo Padre…” (n. 341).

O Diário de Santa Faustina nos lega, outrossim, uma nova e importante prática de piedade, a novena em preparação à Festa da Divina Misericórdia, que por isso mesmo se encontra em profunda relação com a liturgia da Igreja. Acontece durante o Tríduo Pascal e a Oitava da Páscoa, favorecendo ao fiel uma mais profunda imersão no mistério da misericórdia divina, que plenamente se manifesta na paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Em 3 momentos o Diário trata desta novena de um modo específico: – Prelúdio, em 1936: “O Senhor me disse para rezar o Terço da Misericórdia por nove dias antes da Festa da Misericórdia. Devo começar na Sexta-feira santa. Através desta novena concederei às almas toda espécie de graças” (n. 796);
– Revelação completa, em 1937: “Jesus me manda fazer uma novena antes da Festa da Misericórdia, e hoje devo começá-la, pedindo a conversão do mundo inteiro e o conhecimento da misericórdia de Deus” (n. 1059);
– “Novena à Misericórdia Divina que Jesus me mandou escrever e rezar antes da Festa da Misericórdia. Começa na sexta-feira santa. Desejo que, durante estes nove dias, conduzas as almas à fonte da Minha misericórdia, a fim de que recebam força, alívio e todas as graças de que necessitam nas dificuldades da vida e, especialmente na hora da morte. Cada dia conduzirás ao Meu Coração um grupo diferente de almas e as mergulharás nesse oceano da Minha misericórdia. Eu conduzirei todas essas almas à Casa de Meu Pai. Procederás assim nesta vida e na futura. Por Minha parte, nada negarei àquelas almas que tu conduzirás à fonte da Minha misericórdia. Cada dia pedirás a Meu Pai, pela Minha amarga Paixão, graças para essas almas” (n. 1209).

Já naquele ano de 1937 esta novena era aprovada e publicada em Cracóvia (cf. nn. 1255; 1379). As suas nove intenções se encontram sob os números 1209-1229 do Diário, e abarcam os mais variegados grupos de pessoas. Reza-se por todo o gênero humano marcado pelo pecado (todos somos pecadores!), mas de modo especial pelos pecadores (agonizantes, impenitentes, endurecidos e empedernidos, segundo expressões utilizadas no Diário); intercede-se pelos diversos membros da Igreja, tanto pelos sacerdotes e religiosos, como pelos fiéis em geral; pede-se também pelos cristãos separados (“heréticos e cismáticos”), pelos não-cristãos e por aqueles que ainda não conhecem a Deus (ateus, agnósticos e poderíamos incluir os “católicos de IBGE”!); reza-se pelas almas mansas e humildes (mais semelhantes ao Coração de Jesus) e pelos que glorificam de maneira especial a Divina misericórdia; por fim são apresentadas ao Senhor as alma do purgatório e aqueles que vivem na tibieza (baixo fervor espiritual e empenho cristão). Vê-se que é uma maravilhosa prática de intercessão comunitária, uma espécie de prolongamento da Oração universal com suas 10 intenções, antiqüíssima oração presente na Celebração da Paixão do Senhor na Sexta-feira santa.

No Diário igualmente se exorta a rezar durante nove dias à divina misericórdia em outras circunstâncias. Por exemplo, em 1935, Santa Faustina resolveu “fazer logo uma novena à Misericórdia” por uma pessoa em necessidade (n. 364). Naquele mesmo ano o próprio Jesus lhe pediu rezar o terço da misericórdia por nove dias, a fim de que se aplacasse a justiça divina antes os pecados do mundo (n. 476). No ano seguinte Jesus pede que as irmãs e as educandas fizessem o mesmo pela Polônia (n. 714). Noutra ocasião S. Faustina reza uma novena à misericórdia divina no dia 28 de dezembro (n. 851). Em 1938 a religiosa polonesa realizou esta novena por uma coirmã, a fim de que se cumprisse nela os planos divinos, pois “na oração não devemos forçar a Deus a nos dar o que nós queremos, mas antes submeter-nos à Sua santa vontade” (n. 1525). Os Padres José Andrasz e Miguel Sopocko, que acompanharam S. Faustina, explicam que “a novena da Misericórdia pode ser feita em qualquer tempo, mas, de harmonia com os desejos de Nosso Senhor, a época própria é a preparação para a Festa da Misericórdia” (A misericórdia de Deus, a única esperança da humanidade, Tipografia Porto Médico, Porto, 19562, p. 64). No que diz respeito às festas relacionadas com a devoção à Divina Misericórdia, esta é a principal, e por isso há de ser preparada de um modo especial (cf. Laria, Raffaele, Santa Faustina e a Divina Misericórdia, Paulus, Apelação, 2004, p. 121).


Reze a Novena à Misericórdia

Novena à Misericórdia – 1° dia
Hoje traze-me a humanidade inteira, especialmente todos os pecadores e mergulha-os no oceano da minha Misericórdia. Com isso me consolarás na amarga tristeza em que me afunda a perda das almas. Misericordiosíssimo Jesus, de quem é próprio ter compaixão de nós e de nos perdoar, não olheis os nossos pecados, mas a confiança que depositamos em vossa infinita bondade. Acolhei-nos na mansão do vosso compassivo Coração e nunca nos deixeis sair d´Ele. Nós vo-lo pedimos pelo amor que vos une ao Pai e ao Espírito Santo. Eterno Pai, olhai com misericórdia para toda a Humanidade, encerrada no Coração compassivo de Jesus, mas especialmente para os pobres pecadores. Pela sua dolorosa Paixão mostrai-nos a Vossa misericórdia, para que glorifiquemos a onipotência da Vossa misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Novena à Misericórdia – 2° dia
Hoje traze-me as almas dos sacerdotes e religiosos e mergulha-as na Minha insondável misericórdia. Elas me deram força para suportar a amarga paixão. Por elas, como por canais, corre sobre a humanidade a Minha misericórdia. Misericordiosíssimo Jesus, de quem provém tudo que é bom, aumentai em nós a graça, para que pratiquemos dignas obras de misericórdia, a fim de que aqueles que olham para nós, glorifiquem o Pai da Misericórdia que está no Céu. Eterno Pai, dirigi o olhar da vossa Misericórdia para a porção eleita da vossa vinha: para as almas dos sacerdotes e religiosos. Concedei-lhes o poder da vossa benção e, pelos sentimentos do Coração de vosso Filho, no qual estão encerradas, dai-lhes a força da vossa luz, para que possam guiar os outros no caminho da salvação e juntamente com eles cantar a glória da vossa insondável Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Novena à Misericórdia – 3° dia
Hoje traze-me todas as almas piedosas e fiéis e mergulha-as no oceano da minha Misericórdia. Estas almas consolaram-me na Via-Sacra; foram aquela gota de consolações em meio ao mar de amarguras. Misericordiosíssimo Jesus, que concedeis prodigamente a todos as graças do tesouro da Vossa misericórdia, acolhei-nos na mansão do Vosso compassivo Coração e não nos deixeis sair dele pelos séculos. Nós vos suplicamos pelo amor inconcebível de que está inflamado o Vosso Coração para com o Pai Celestial. Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas fiéis, como a herança do vosso Filho. Pela sua dolorosa Paixão concedei-lhes a vossa benção e cercai-as da vossa incessante proteção, para que não percam o amor e o tesouro da santa fé, mas com toda a multidão dos Anjos e dos Santos glorifiquem a vossa imensa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Novena à Misericórdia – 4° dia
Hoje traze-me os pagãos e aqueles que ainda não me conhecem e nos quais pensei na minha amarga Paixão. O seu futuro zelo consolou o meu Coração. Mergulha-os no mar da minha Misericórdia. Misericordiosíssimo Jesus, que sois a luz de todo o mundo, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas dos pagãos que ainda não vos conhecem. Que os raios da vossa graça os iluminem para que também eles, juntamente conosco, glorifiquem as maravilhas da vossa Misericórdia e não os deixeis sair da mansão do vosso compassivo Coração. Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas dos pagãos e daqueles que ainda não Vos conhecem e que estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Atrai-as à luz do Evangelho. Essas almas não sabem que grande felicidade é amar-vos. Fazei com que também eles glorifiquem a riqueza da vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Novena à Misericórdia – 5° dia
Hoje, traze-me as almas dos Cristãos separados da unidade da Igreja, mergulha-as no mar da Minha misericórdia. Na Minha amarga Paixão dilaceravam o Meu Corpo e o Meu Coração, isto é, a Minha Igreja. Quando voltam à unidade da Igreja, cicatrizam-se as Minhas Chagas e dessa maneira eles aliviam a Minha Paixão. Misericordiosíssimo Jesus, que sois a própria Bondade, Vós não negais a luz àqueles que Vos pedem, aceitai na mansão do Vosso compassivo Coração as almas dos nossos irmãos separados, e atraí-os pela Vossa luz à unidade da Igreja e não os deixeis sair da mansão do Vosso compassivo Cora­ção, mas fazei com que também eles glorifiquem a riqueza da Vossa misericórdia. Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas dos nossos irmãos separados que esbanjaram os Vossos bens e abusaram das Vossas graças, permanecendo teimosamente nos seus erros. Não olheis para os seus erros, mas para o amor do Vosso Filho e para a Sua amarga Paixão, que suportou por eles, pois também eles estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Fazei com que também eles glorifiquem a Vossa misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Novena à Misericórdia – 6° dia
Hoje, traze-Me as almas mansas e humildes, assim como as almas das criancinhas e mergulha-as na Minha misericórdia. Essas almas são as mais semelhantes ao Meu Coração. Elas Me con­fortaram na amarga Paixão da Minha agonia. Eu as vi quais anjos terrestres que futuramente iriam velar junto aos meus altares. Sobre elas derramo torrentes de graças. Só a alma humilde é capaz de aceitar a Minha graça. Às almas humildes favore­ço com a Minha confiança. Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes: “Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração”, aceitai na mansão do Vosso compassivo Coração as almas mansas e humildes e as almas das criancinhas. Essas almas encantam o Céu todo e são a especial predileção do Pai Celestial. São como um ramalhete diante do Trono de Deus, com cujo perfume o próprio Deus se deleita. Essas almas têm a mansão permanente no Coração compassivo de Jesus e cantam sem cessar um hino de amor e misericórdia pelos séculos. Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas mansas, humildes e para as almas das criancinhas, que estão encerradas na mansão compassiva do Coração de Jesus. Estas almas são as mais seme­lhantes a Vosso Filho. O perfume destas almas eleva-se da Terra e alcança o Vosso Trono. Pai de misericór­dia e de toda bondade, suplico-Vos pelo amor e predileção que tendes para com estas almas: abençoai o mundo todo, para que todas as almas cantem juntamente a glória à Vossa misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Novena à Misericórdia – 7° dia
Hoje, traze-Me as almas que veneram e glori­ficam de maneira especial a Minha Misericórdia e mergulha-as na Minha misericórdia. Estas almas foram as que mais sofreram por causa da Minha Paixão e penetraram mais profundamente no Meu Espírito. Elas são a imagem viva do Meu Coração compassivo. Estas almas brilharão com um espe­cial fulgor na vida futura. Nenhuma delas irá ao fogo do Inferno. Defenderei cada uma delas de maneira especial na hora da morte. Misericordiosíssimo Jesus, cujo Coração é o próprio Amor, aceitai na mansão do Vosso compassi­vo Coração, as almas que honram e glorificam de maneira especial a grandeza da Vossa Misericórdia. Estas almas tornadas poderosas pela força do próprio Deus, avançam entre penas e adversidades, confiando na Vossa Misericórdia. Estas almas estão unidas com Jesus e carregam sobre seus ombros a Humanidade toda. Elas não serão julgadas severamente, mas a Vossa Misericórdia as envolverá no momento da morte. Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas que glorificam e honram o Vosso maior atributo, isto é, a Vossa insondável misericórdia. Elas estão encerra­das no Coração compassivo de Jesus. Estas almas são o Evangelho vivo e as suas mãos estão cheias de obras de misericórdia; suas almas repletas de alegria cantam um hino da misericórdia ao Altíssimo. Suplico-Vos, ó Deus, mostrai-lhes a Vossa misericórdia se­gundo a esperança e a confiança que em Vós coloca­ram. Que se cumpra nelas a promessa de Jesus, que disse: As almas que veneram a Minha insondável Misericórdia, Eu mesmo as defenderei durante a sua vida, e especialmente na hora da morte, como Minha glória. Amém.

Novena à Misericórdia – 8° dia
Hoje, traze-Me as almas que se encontram na prisão do Purgatório e mergulha-as no abismo da Minha misericórdia. Que as torrentes do Meu San­gue refresquem o seu ardor. Todas estas almas são muito amadas por Mim. Elas pagam as dívidas à Minha justiça. Está em teu alcance trazer-lhes alívio. Tira do tesouro da Minha Igreja todas as indulgências e oferece-as por elas. Oh! se conhe­cesses o seu tormento, incessantemente ofereci­as por elas a esmola do espírito e pagarias as suas dívidas à Minha justiça. Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes que quereis misericórdia, eis que estou trazendo à man­são do Vosso compassivo Coração as almas do Purgatório, almas que Vos são muito queridas e que, no entanto, devem dar reparação a Vossa justiça. Que as torrentes de Sangue e Água que brotaram do Vosso Coração apaguem as chamas do fogo do Purgatório, para que também ali seja glorificado o poder da Vossa misericórdia. Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas que sofrem no Purgatório e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Suplico-vos que, pela dolorosa Paixão de Jesus, Vosso Filho, e por toda a amargura de que estava inundada a sua Alma Santíssima, mostreis Vossa misericórdia às almas que se encontram sob o olhar da Vossa justiça. Não olheis para elas de outra forma senão através das Chagas de Jesus, Vosso Filho muito amado, porque nós cremos que a Vossa bondade e misericórdia são incomensuráveis. Amém.

Novena à Misericórdia – 9° dia
Hoje, traze-Me as almas tíbias e mergulha-as no abismo da Minha misericórdia. Estas almas ferem mais dolorosamente o Meu Coração. Foi da alma tíbia que a Minha alma sentiu repugnância no Jardim das Oliveiras. Elas levaram-Me a dizer: Pai, afasta de Mim este cálice, se assim for a Vossa vontade. Para elas, a última tábua de salvação é recorrer à Minha misericórdia. Ó compassivo Jesus, que sois a própria compai­xão, trago à mansão do Vosso compassivo Coração as almas tíbias; que se aqueçam no fogo do Vosso amor puro estas almas geladas que, semelhantes a cadáveres, Vos enchem de tanta repugnância. O Jesus, muito compassivo, usai a onipotência da Vos­sa misericórdia e atraí-as até o fogo do Vosso amor e concedei-lhes o amor santo, porque Vós tudo podeis. Eterno Pai, olhai com Vossa Misericórdia para as almas tíbias e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Pai de Misericórdia, suplico-Vos pela amargura da Paixão de Vosso Filho e por Sua agonia de três horas na Cruz, permiti que também elas glorifiquem o abismo da Vossa Misericórdia. Amém.

Terço da Divina Misericórdia

 

Entre as diversas formas de culto à divina misericórdia, a Festa e o Terço da Divina Misericórdia ocupam uma posição de destaque. Em 14 revelações especiais Jesus oferece à Santa Faustina esta nova forma de piedade, que hoje se encontra disseminada por todo o mundo. Assim como na vida da Igreja a Liturgia e a piedade intimamente se associam, na espiritualidade da divina misericórdia proposta por Santa Faustina se dá igualmente o encontro destas duas dimensões, particularmente através da Festa e do Terço.
Nosso Senhor ditou este novo terço à jovem Irmã Faustina – então com 30 anos – em Vilna (Lituânia), entre os dias 13-14 de setembro de 1935 (Festa da Exaltação da Santa Cruz), como uma oração de intercessão e reparação pelos pecados cometidos por toda a humanidade (cf. Diário, nn. 474-476).

“No dia seguinte, na sexta-feira 13.09.[1935]
À noite, quando me encontrava na minha cela, vi o Anjo executor da ira de Deus. Estava vestido de branco, o rosto radiante e uma nuvem a seus pés. Da nuvem saíam trovões e relâmpagos para as suas mãos e delas só então atingiam a Terra. Quando vi esse sinal da ira de Deus, que deveria atingir a Terra, e especialmente um determinado lugar que não posso mencionar por motivos bem compreensíveis, comecei a pedir ao Anjo que se detivesse por alguns momentos, pois o mundo faria penitência. Mas o meu pedido de nada valeu perante a ira de Deus. E foi nesse instante que vi a Santíssima Trindade. A grandeza da Sua majestade transpassou-me profundamente e eu não ousava repetir a minha súplica. Porém, nesse mesmo momento senti em mim a força da graça de Jesus que reside na minha alma; e, quando me veio a consciência dessa graça, imediatamente fui arrebatada até o Trono de Deus. Oh! como é grande o nosso Senhor e Deus, e como é inconcebível a Sua santidade! E nem sequer vou tentar descrever essa grandeza, porque em breve todos O veremos como Ele é. Comecei, então, suplicar (197) a Deus pelo Mundo com palavras ouvidas interiormente. Quando assim rezava, vi a impossibilidade do Anjo em poder executar aquele justo castigo, merecido por causa dos pecados. Nunca tinha rezado com tanta força interior como naquela ocasião.(…) No dia seguinte pela manhã, quando entrei na nossa capela, ouvi interiormente estas palavras: 
Toda vez que entrares na capela, reza logo essa oração que te ensinei ontem. Quando rezei essa oração, ouvi na alma estas palavras: Essa oração serve para aplacar a Minha ira. Tu a recitarás por nove dias, por meio do Terço do Rosário, da seguinte maneira: Primeiro dirás o “Pai Nosso”, a “Ave Maria” e o “Credo”. Depois, nas contas de Pai Nosso, dirás as seguintes palavras: “Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro”. Nas contas de Ave Maria rezarás as seguintes palavras: “Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.” No fim, rezarás três vezes estas palavras: “Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro”“.(D. 474 e 476)

Eram tempos de grande turbulência na Europa e no mundo em geral, sob diversas perspectivas (sócio-econômica, política, militar, cultural), o que haveria de desembocar num terrível conflito de proporções mundiais; é oportuno lembrar que no ano seguinte (1936) a Alemanha iniciaria o seu expansionismo invadindo a Renânia, e também seria desencadeada a guerra civil espanhola, que provocaria a morte de 1 milhão de pessoas. Tende misericórdia do mundo inteiro, é o brado dirigido a Deus Pai que deve ecoar – ontem, hoje e sempre! – pelos quatro cantos da terra, a fim de que os seres humanos aprendam a viver no amor. Não foi fácil para Santa Faustina divulgar o Terço, mas aos poucos os obstáculos são vencidos:
“Quando disse à Madre Geral que o Senhor queria que a Congregação rezasse o Terço da Misericórdia para aplacar a ira de Deus, a Madre me respondeu que, por enquanto, não podia introduzir essas novas orações, não aprovadas, mas acrescentou: “A Irmã me dê esse terço, talvez em alguma adoração possa ser rezado. Logo veremos. Seria bom que o Padre Dr. Sopocko publicasse um livrinho com esse Terço, então seria mais fácil rezá-lo na Congregação, porque assim é um pouco difícil”” (D 752; cf. 851; 1255; 1299; 1379).

As pessoas que rezam o Terço da Misericórdia oferecem ao Eterno Pai o Corpo e Sangue, a Alma e Divindade de Jesus Cristo (Filho de Deus que assumiu a nossa natureza humana) em expiação pelos seus pecados, dos seus entes queridos e de todo o mundo e, unindo-se ao único sacrifício de Jesus, recorrem àquele amor que o Pai Celestial tem para com o Seu Filho e para com todos os seres humanos em Jesus Cristo. Tal oração não substitui o necessário arrependimento sincero das próprias culpas (com eventual Confissão sacramental), mas se insere em nosso constante processo de conversão e reconciliação pessoal e comunitária. Na oração “ditada” pelo Anjo à Lúcia e suas companheiras em Fátima, no ano de 1916, é usada a mesma fórmula:
“Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e Vos ofereço o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo presente em todos os tabernáculos do mundo, em reparação dos ultrajes…” – Tal formulação encontra eco na tradição da Igreja, mais especificamente nos Concílios de Calcedônia (contexto cristológico – séc. V) e de Trento (contexto eucarístico – séc. XVI).

Dentro do Terço da Misericórdia encontramos duas invocações que possuem um claro sabor litúrgico. A primeira delas é: Tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. Com efeito, no rito de entrada da S. Missa encontram-se as seguintes invocações: «Kyrie, eleison; Christe, eleison» («Senhor, tende piedade de nós; Cristo, tende piedade de nós»). Estas invocações, inicialmente, estavam relacionadas com a oração dos fiéis, que agora se recuperou. Nos primeiros séculos – segundo o relato da peregrina Egéria, de finais do séc. IV –, depois das leituras bíblicas e da homilia, a cada petição da oração dos fiéis, a assembléia respondia «Kyrie, eleison». Talvez tenha sido o papa Gelásio, em finais do século V, quem passou esta invocação para o rito inicial, com a famosa «deprecatio Gelasii». – Outra invocação é a que se faz ao final do Terço:Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro. Esta oração se relaciona com o famoso Triságio oriental. Do grego “tris-agion” (três vezes Santo), é o nome que se dá à aclamação de louvor «Santo Deus, Santo Forte, Santo Imortal», testemunhado pela primeira vez no Concílio de Calcedônia. Por vezes, deu-se-lhe um sentido só cristológico, mas, na maioria dos casos, o sentido foi trinitário, como louvor ao Deus Trino.

Nos ritos orientais, sobretudo no bizantino, tem o seu lugar na procissão de entrada da Missa, como também acontece nos dias mais solenes do rito hispânico. Noutras liturgias orientais, canta-se antes das leituras bíblicas. Na Liturgia romana conservou-se só em Sexta-Feira Santa, durante a adoração da Cruz (cf. Missal Romano, “Lamentos do Senhor”, 1992, pp. 262ss). Também a Igreja Ortodoxa o conserva em sua Liturgia. Outra circunstância litúrgica em que também se pode falar de «triságio» é na aclamação do Sanctus, da Oração Eucarística: «Santo, Santo, Santo». Vê-se, assim, que a oração do Terço da Misericórdia, longe de nos afastar da Sagrada Liturgia, retoma algumas de suas fórmulas para alimentar a nossa piedade – tanto do Cristianismo ocidental como oriental!
Através do Terço da Misericórdia, o fiel é convidado a manifestar primeiramente a sua confiança filial no “Pai das misericórdias” (2Cor 1,3), que jamais nos recusa a sua graça e o seu perdão (cf. Lc 11,13; 15,20). Jesus nos ensinou a rezar ao Pai pedindo que manifeste em nós a sua misericórdia: “Pai,…perdoa-nos os nossos pecados…” (Mt 11,4), e rezando o Terço o impetramos com insistência filial. A confiança em Deus é inseparável da caridade para com o próximo (cf. Mt 22,36-40), de modo que através do Terço da Misericórdia o cristão está outrossim realizando uma obra de misericórdia espiritual, animado pelas palavras do Apóstolo: “A graça que obteremos pela intercessão de muitas pessoas suscitará a ação de graças de muitos em nosso favor” (2Cor 1,11). A eficácia desta forma de piedade depende primeiramente, como sempre, da vontade do Pai (cf. Mt 26,39); como toda oração cristã, há de ser acompanhada também da humildade (cf. Lc 18,13-14), do perdão (cf. Mt 6,14s) e da perseverança (cf. Lc 11,8; 18,1-8). Assim, os fiéis podem esperar o cumprimento das promessas de Cristo a Santa Faustina e a todos que rezam com justa intenção, atenção e devoção o Terço da Misericórdia:

1) Jesus promete acompanhar aquele que reza este Terço com Sua benevolência durante toda a sua vida: “As almas que rezarem este Terço serão envolvidas pela Minha misericórdia, durante a sua vida … (D 754); Oh! que grandes graças concederei às almas que recitarem este Terço. As entranhas da Minha misericórdia comovem-se por aqueles que recitam este Terço (D 848); Minha filha, exorta as almas a rezarem esse Terço que te dei. Pela recitação deste Terço agrada-Me dar tudo o que Me peçam (D 1541) – se estiver conforme à sua vontade (D 1731);
2) Jesus promete particular assistência na hora da morte: Todo aquele que o recitar alcançará grande misericórdia na hora da sua morte (D 687; cf. 754; 1541);
3) Jesus promete olhar para toda a humanidade com compaixão: Minha filha, agrada-Me a linguagem do teu coração; pela recitação desse Terço aproximas a Humanidade de Mim (D 929);
4) Jesus promete a graça da paz e da conversão aos pecadores:
Os sacerdotes o recomendarão aos pecadores como a última tábua de salvação. Ainda que o pecador seja o mais endurecido, se recitar este Terço uma só vez, alcançará a graça da Minha infinita misericórdia. (D 687); Quando os pecadores empedernidos o recitarem, encherei de paz as suas almas …(D 1541);
5) Jesus promete particular socorro ao agonizante pelo qual rezamos: Defendo toda alma que recitar esse Terço na hora da morte, como se fosse a Minha própria glória, ou quando outros o recitarem junto a um agonizante, eles conseguirão a mesma indulgência. Quando recitam esse terço junto a um agonizante, aplaca-se a ira de Deus, a misericórdia insondável envolve a alma e abrem-se as entranhas da Minha misericórdia, movidas pela dolorosa Paixão do Meu Filho (D 811; cf. 810; 834; 1035; 1036; 1541; 1565; 1797).

O Terço da misericórdia deve ser rezado especialmente na preparação para a Festa da Misericórdia, o que indica o seu elo com a Liturgia da Igreja, particularmente os sacramentos da Eucaristia e Confissão: “O Senhor me disse para rezar o Terço da Misericórdia por nove dias antes da Festa da Misericórdia. Devo começar na Sexta-feira Santa” (D 796). Todavia nada impede que seja rezado em outras circunstâncias. O próprio Jesus pede a S. Faustina para rezá-lo várias vezes: Recita, sem cessar, este Terço que te ensinei (D 687); Vai falar com a Superiora e diz que desejo que todas as Irmãs e educandas rezem esse Terço que te ensinei. Devem rezá-lo por nove dias na capela, com o fim de pedir perdão a Meu Pai e suplicar a misericórdia de Deus para a Polônia (D 714; cf. 851). Algumas vezes Faustina reza o Terço da Misericórdia pedindo bom tempo (ora a chuva, ora o fim da tempestade) – e obtém a graça (D 1128; 1731; 1791). Imitando o crucificado, em certas ocasiões a religiosa polonesa o recitou com os braços abertos, associando, assim, a oração ao sacrifício (D 246; 934; cf. 847).
O costume de rezar breves fórmulas de oração consecutivas e numeradas mediante um artifício qualquer (contagem dos dedos, pedrinhas, ossinhos, grãos…), constitui uma das expressões da religiosidade humana, independentemente do Credo que alguém professa. Entre os cristãos, tal hábito já estava em uso entre os eremitas e monges do deserto nos séculos IV e V. Tomou incremento especial no Ocidente, com a recitação do “Pai-Nosso” um certo número de vezes consecutivas. Por volta do ano 1150 ou pouco antes, os fiéis conceberam a idéia de dirigir também a Maria 150, 100 ou 50 saudações consecutivas, à semelhança do que faziam repetindo a oração do Senhor. Cada uma das séries de saudações (às quais cá e lá se acrescentava o “Pai-Nosso”) devia, segundo a intenção dos fiéis, constituir uma coroa de rosas ofertada à Virgem Santíssima; daí os nomes de “rosário” e “coroa” que se foram atribuindo a tal prática; a mesma era também chamada “Saltério da Virgem Santíssima”, pois imitava as séries de 150, 100 ou 50 “Pais-Nossos”, que faziam as vezes de Saltério dos irmãos conversos nos mosteiros. O dominicano Alano da Rocha (+1475) sugeria a recitação de 150 mistérios, que percorriam os principais aspectos da obra da Redenção. O Terço de Nossa Senhora recebeu a aprovação e recomendação da Igreja em inúmeras ocasiões (cf. João Paulo II, Rosarium Virginis Mariae). 
O Terço da Misericórdia não pretende substituir o Terço de Nossa Senhora ou nenhum outro (das Lágrimas de Maria, da Divina Providência etc.), mas favorecer particularmente a nossa confiança na divina misericórdia. Na medida do possível, o fiel é convidado a rezar freqüentemente – sozinho ou em grupo – tanto um como o outro!

Fonte:

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Via Sacra com o Beato Miguel Sopocko

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ESTAÇÃO I
JESUS CRISTO É CONDENADO À MORTE

Nós vos adoramos, ó Cristo, 
e vos bendizemos. Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

 

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“Envergonho-me, Senhor, de me apresentar diante da Tua santa face, porque sou tão pouco parecido contigo.

Tu sofreste tanto por mim na flagelação que somente esse tormento teria sido suficiente para Te causar a morte se não fosse a vontade e a sentença do Pai Celestial de que devias morrer na cruz. E para mim é difícil suportar as pequenas falhas e defeitos dos que comigo convivem e dos meus semelhantes. Tu por Tua misericórdia derramaste tanto sangue por mim, e a mim todo sacrifício e esforço em favor dos semelhantes parece ser pesado. Tu com indizível paciência e em silêncio suportaste as dores da flagelação, e eu me queixo e gemo quando tenho de suportar por Ti algum sofrimento ou desprezo da parte do próximo”.

SENHOR, AJUDA-ME A SEGUIR COM CONFIANÇA OS TEUS PASSOS.

Jesus Cristo, que por nós fostes ferido, tende compaixão de nós.


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ESTAÇÃO II
JESUS CRISTO TOMA A CRUZ EM SEUS OMBROS

Nós vos adoramos, ó Cristo, 
e vos bendizemos. Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

 

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“Com profunda compaixão seguirei os passos de Jesus! Suportarei pacientemente o dissabor com que hoje me defrontar, que é tão pequeno, para homenagear o Seu caminho ao Gólgota. Pois é por mim que Ele vai enfrentar

a morte! É pelos meus pecados que sofre! Como posso ser indiferente a isso? Não exiges de mim, Senhor, que eu carregue contigo a Tua pesada cruz, mas que suporte com paciência as minhas pequenas cruzes diárias. No entanto até agora não o tenho feito. Tenho vergonha e me arrependo dessa minha covardia e ingratidão. Faço o propósito de aceitar com confiança e de suportar com amor tudo que por Tua misericórdia me impuseres”.

SENHOR, AJUDA-ME A SEGUIR COM CONFIANÇA OS TEUS PASSOS.

Jesus Cristo, que por nós fostes ferido, tende compaixão de nós.


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ESTAÇÃO III
JESUS CRISTO CAI SOB O PESO DA CRUZ

Nós vos adoramos, ó Cristo, 
e vos bendizemos. Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

 

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“Tomaste em Teus ombros, Senhor, um peso terrível – os pecados do mundo inteiro e de todos os tempos.

E, em meio a essa aterradora massa de pecados de todos os homens, os meus inúmeros pecados pesaram sobre Ti com um peso avassalador e Te derrubaram por terra. Por isso desfaleces. Não consegues carregar adiante  esse peso e cais sob o seu peso por terra. Cordeiro de Deus, que por Tua misericórdia tiras os pecados do mundo pelo peso da Tua cruz, retira de mim o grande peso dos meus pecados e acende o fogo do Teu amor,

para que a sua chama nunca se apague”.

SENHOR, AJUDA-ME A SEGUIR COM CONFIANÇA OS TEUS PASSOS.

Jesus Cristo, que por nós fostes ferido, tende piedade de nós.


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ESTAÇÃO IV
JESUS CRISTO ENCONTRA SUA MÃE

Nós vos adoramos, ó Cristo, 
e vos bendizemos. Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

 

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“Mãe Santíssima, Mãe Virgem, que a dor da Tua alma se comunique também a mim! 
Eu Teu amo, Mãe das Dores, que segues o caminho que foi trilhado por Teu Filho diletíssimo − o caminho da infâmia e da humilhação, o caminho do desprezo e da maldição. Grava-me em Teu Imaculado Coração e como Mãe de Misericórdia alcança-me a graça de − seguindo os passos de Jesus e Teus − eu não tropeçar nesse espinhoso caminho do Calvário que também a mim a misericórdia Divina destinou”.

SENHOR, AJUDA-ME A SEGUIR COM CONFIANÇA OS TEUS PASSOS.

Jesus Cristo, que por nós fostes ferido, tende compaixão de nós.


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ESTAÇÃO V
SIM ÃO DE CIRENE AJUDA A JESUS A CARREGAR A CRUZ

Nós vos adoramos, ó Cristo, 
e vos bendizemos. Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

 

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“Como para Simão, também para mim a cruz é uma coisa desagradável. Por natureza estremeço diante dela, mas as circunstâncias me obrigam a familiarizar-me com ela. 
Vou procurar, a partir de agora, carregar a minha cruz com a disposição de Cristo Senhor. Vou carregar a cruz pelos meus pecados, pelos pecados das outras pessoas, pelas almas que sofrem no purgatório, imitando o misericordiosíssimo Salvador. Então andarei pelo caminho real de Cristo, e caminharei por ele mesmo quando me cercar uma multidão de pessoas inimigas e que de mim escarnecem”.

SENHOR, AJUDA-ME A SEGUIR COM CONFIANÇA OS TEUS PASSOS.

Jesus  Cristo, que por nós fostes ferido, tende compaixão de nós.


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ESTA ÇÃO VI
VERÔNICA ENXUGA O ROSTO DE JESUS

Nós vos adoramos, ó Cristo, 
e vos bendizemos. Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

 

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“Jesus Cristo já não sofre, por isso não Lhe posso oferecer um lenço para enxugar o suor e o sangue. Mas o Salvador vive e sofre continuamente em Seu corpo místico, em Seus coirmãos, sobrecarregados pela cruz, isto é, nos doentes, nos agonizantes, nos pobres e nos necessitados, que necessitam de um lenço para enxugar o suor. Porquanto Ele disse: “Cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Mt 25, 40). Por isso me colocarei ao lado do doente e do agonizante com verdadeiro amor e paciência, para enxugar o seu suor, para o fortalecer e consolar”.

SENHOR, AJUDA-ME A SEGUIR COM CONFIANÇA OS TEUS PASSOS.

Jesus Cristo, que por nós fostes ferido, tende compaixão de nós.


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ESTAÇÃO VII
JESUS CRISTO CAI PELA SEGUNDA VEZ SOB O PESO DA CRUZ

Nós vos adoramos, ó Cristo, 
e vos bendizemos. Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

 

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“Senhor, (...) como podes ainda tolerar a mim pecador, que Te ofendo com meus pecados diários inúmeras vezes? Posso explicar apenas pela grandeza da Tua misericórdia que ainda estejas à espera da minha emenda. Ilumina-me, Senhor, ilumina-me com a luz da Tua graça, para que eu possa conhecer todas as minhas maldades e más inclinações, que provocaram a Tua segunda queda sob o peso da cruz, e para que a partir de agora eu as extermine sistematicamente. Sem a Tua graça não serei capaz de livrar-me delas”.

SENHOR, AJUDA-ME A SEGUIR COM CONFIANÇA OS TEUS PASSOS.

Jesus Cristo, que por nós fostes ferido, tende compaixão de nós.


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ESTAÇÃO VIII
JESUS CRISTO CONSOLA AS MULHERES QUE CHORAM

Nós vos adoramos, ó Cristo, 
e vos bendizemos. Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

 

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“Também para mim existe o tempo de misericórdia, mas ele é limitado. Após a passagem desse tempo, será aplicada a justiça lembrada pelas ameaçadoras palavras de Jesus Cristo. (...) Sobre mim pesam numerosas culpas, por isso vou definhando e murchando de temor, mas seguirei os passos de Cristo, serei tomado de contrição e buscarei satisfazer aqui a justiça através de uma sincera penitência. A essa penitência me estimula o poder de Deus e o dever de Lhe servir. A essa penitência estimula-me a infinita misericórdia de Jesus, que trocou a coroa de glória por uma coroa de espinhos, saiu à minha procura e − tendo-me encontrado − aconchegou-me ao Seu coração”.

SENHOR, AJUDA-ME A SEGUIR COM CONFIANÇA OS TEUS PASSOS.

Jesus Cristo, que por nós fostes ferido, tende compaixão de nós.


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ESTAÇÃO IX
JESUS CRISTO CAI SOB O PESO DA CRUZ PELA TERCEIRA VEZ

Nós vos adoramos, ó Cristo, 
e vos bendizemos. Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

 

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“É por mim que Jesus sofre e é por mim que cai sob o peso da cruz! Onde eu estaria hoje sem esses

sofrimentos do Salvador? Do abismo do inferno livra-nos somente o Salvador. Por isso, tudo que hoje temos e que hoje somos em sentido sobrenatural, nós o devemos unicamente à paixão de Jesus Cristo. Mesmo carregarmos a nossa cruz nada significa sem a graça. Somente a paixão do Salvador torna a nossa contrição meritória, e a nossa penitência eficaz. Somente a Sua misericórdia, manifestada na tríplice queda,

é a garantia da minha salvação”.

SENHOR, AJUDA-ME A SEGUIR COM CONFIANÇA OS TEUS PASSOS.

Jesus Cristo, que por nós foste ferido, tende compaixão de nós.


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ESTAÇÃO X
JESUS CRISTO É DESPOJADO DE SUAS VESTES

Nós vos adoramos, ó Cristo, 
e vos bendizemos. Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

 

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“Junto a esse terrível mistério esteve presente a Mãe Santíssima, que tudo viu e ouviu, que a tudo assistiu.

Pode-se imaginar a dor interior que Ela vivenciou vendo Seu Filho profundamente envergonhado, em sangrenta nudez, degustando a bebida amarga a que também eu adicionei amargores pelo pecado da imoderação

no comer e no beber. A partir de agora quero fazer o firme propósito de − com a ajuda da graça Divina − praticar a prudente mortificação nessa matéria, para que a nudez da minha alma não ofenda a Jesus Cristo

nem a Sua Mãe Imaculada”.

SENHOR, AJUDA-ME A SEGUIR COM CONFIANÇA OS TEUS PASSOS.

Jesus Cristo, que por nós fostes ferido, tende compaixão de nós.


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ESTAÇÃO XI
JESUS CRISTO É PREGADO À CRUZ

Nós vos adoramos, ó Cristo, 
e vos bendizemos. Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

 

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“Coloquemo-nos em nossos pensamentos no Gólgota, junto à cruz de Cristo, e meditemos sobre essa cena terrível. Entre o céu e a terra está suspenso o Salvador fora da cidade, afastado do Seu povo; está suspenso como um criminoso entre dois criminosos, como a imagem da mais terrível miséria, abandono e dor. Mas Ele é semelhante a um líder que conquista nações − não pela espada e pelas armas, mas pela cruz − não para as destruir, mas para as salvar. Porque a partir de então a cruz do Salvador se tornará o instrumento da glória Divina, da justiça e da infinita misericórdia”.

SENHOR, AJUDA-ME A SEGUIR COM CONFIANÇA OS TEUS PASSOS.

Jesus Cristo, que por nós fostes ferido, tende compaixão de nós.


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ESTAÇÃO XII
JESUS CRISTO MORRE NA CRUZ

Nós vos adoramos, ó Cristo, 
e vos bendizemos. Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

 

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“Ninguém acompanhou essa ação devotada com sentimentos e pensamentos tão maravilhosos e adequados como a Mãe de Misericórdia. Da mesma forma que na concepção e no nascimento Ela substituiu toda a humanidade, adorando e amando ardentemente o Senhor dos Exércitos, também na morte de Seu Filho Ela venera o corpo inanimado suspenso na cruz, sofre diante dele, mas ao mesmo tempo lembra-se também de Seus filhos adotivos. O representante deles é João Apóstolo e o recém-nascido ladrão agonizante, pelo qual

intercedeu junto ao Filho. Intercede também por mim, Mãe de Misericórdia, quando na minha

agonia eu recomendar ao Pai o meu espírito”.

SENHOR, AJUDA-ME A SEGUIR COM CONFIANÇA OS TEUS PASSOS.

Jesus Cristo, que por nós fostes ferido, tende compaixão de nós.


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ESTAÇÃO XIII
O CORPO DE JESUS CRISTO É RETIRADO DA CRUZ

Nós vos adoramos, ó Cristo, 
e vos bendizemos. Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

 

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“Misericordiosíssimo Salvador, existirá um coração capaz de resistir à arrebatadora e esmagadora eloquência com que nos falas pelas inúmeras feridas do Teu corpo sem vida, que descansa no seio de Tua Dolorosa Mãe? (...) Qualquer ato Teu seria suficiente para satisfazer a justiça e prestar reparação pelas ofensas.

Mas escolheste esse gênero de Redenção a fim de mostrar o elevado preço da nossa alma e a Tua ilimitada misericórdia, para que até o maior dos pecadores possa aproximar-se de Ti com confiança e contrição e alcançar o perdão, como o alcançou o ladrão agonizante”.

SENHOR, AJUDA-ME A SEGUIR COM CONFIANÇA OS TEUS PASSOS.

Jesus Cristo, que por nós fostes ferido, tende compaixão de nós.


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ESTAÇÃO XIV
O CORPO DE JESUS CRISTO É DEPOSITADO NO SEPULCRO

Nós vos adoramos, ó Cristo, 
e vos bendizemos. Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

 

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“Mãe de misericórdia, Tu me escolheste como Teu filho para que eu me tornasse um irmão de Jesus,

sobre quem choras após ter sido depositado no sepulcro! (...) Não leves em conta a minha fraqueza,

inconstância e negligência, que lamento sem cessar e a que renuncio incessantemente, mas lembra a vontade de Jesus Cristo, que me entregou à Tua proteção. Cumpre então, em relação a mim indigno, a Tua missão,

aplica as graças do Salvador à minha fraqueza e sê para mim, sempre, a Mãe de misericórdia!”.

SENHOR, AJUDA-ME A SEGUIR COM CONFIANÇA OS TEUS PASSOS.

Jesus Cristo, que por nós fostes ferido, tende compaixão de nós.


Fonte:

http://www.jesus-misericordioso.com/via-sacra-textos-sopocko.htm

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O Espírito Santo, que renova a face da terra, torna os membros desta Família atentos aos sinais dos tempos e os faz reconhecer no Culto e na Devoção à Divina Misericórdia um dom proveniente do Céu, em graus de curar radicalmente os males que insidiam o homem, sobretudo quando este sofre, quando é ameaçado no próprio coração da sua existência e da sua dignidade (cf. DM 2).
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